Os Tubarões Dormem?
Miguel → Diogo
Casamento · Folk
Diogo, quando éramos miúdos, no beliche, tu em baixo e eu em cima, fazias-me perguntas sem fim no escuro até adormeceres — "os tubarões dormem?", "e se o sol se apagar?". Eu resmungava sempre, mas respondia a todas, lembras-te? Agora vais casar e sair de casa, e a mim só me apetece dizer-te: podes continuar a mandar-me as tuas perguntas parvas, a qualquer hora, que eu respondo sempre. Proteger-te não preciso — sempre te desenrascaste sozinho, e bem. Só quero que saibas que o beliche de cima continua aqui. Sê muito feliz, mano. E os tubarões, sim, dormem — mais ou menos.
Os Tubarões Dormem?
Miguel → Diogo
Casamento · Folk
Diogo, quando éramos miúdos, no beliche, tu em baixo e eu em cima, fazias-me perguntas sem fim no escuro até adormeceres — "os tubarões dormem?", "e se o sol se apagar?". Eu resmungava sempre, mas respondia a todas, lembras-te? Agora vais casar e sair de casa, e a mim só me apetece dizer-te: podes continuar a mandar-me as tuas perguntas parvas, a qualquer hora, que eu respondo sempre. Proteger-te não preciso — sempre te desenrascaste sozinho, e bem. Só quero que saibas que o beliche de cima continua aqui. Sê muito feliz, mano. E os tubarões, sim, dormem — mais ou menos.
Lista
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História da canção

Contexto
O Miguel, 34, e o irmão mais novo, Diogo, 30, partilharam um beliche em miúdos — o Miguel em cima, o Diogo em baixo. Todas as noites, no escuro, o Diogo fazia-lhe perguntas sem fim até adormecer ("Miguel, os tubarões dormem? Miguel, e se o sol se apagar?"), e o Miguel resmungava, mas respondia sempre, a todas. Agora o Diogo vai casar e sair de casa. A preparar o casamento, o Miguel só se lembra daquelas perguntas no escuro. Fez uma canção folk, para pôr no copo-de-água, depois do discurso dos pais.
Mensagem
Diogo, quando éramos miúdos, no beliche, tu em baixo e eu em cima, fazias-me perguntas sem fim no escuro até adormeceres — "os tubarões dormem?", "e se o sol se apagar?". Eu resmungava sempre, mas respondia a todas, lembras-te? Agora vais casar e sair de casa, e a mim só me apetece dizer-te: podes continuar a mandar-me as tuas perguntas parvas, a qualquer hora, que eu respondo sempre. Proteger-te não preciso — sempre te desenrascaste sozinho, e bem. Só quero que saibas que o beliche de cima continua aqui. Sê muito feliz, mano. E os tubarões, sim, dormem — mais ou menos.
Letra
Sincronizada por linhas. Toque em uma linha para pular.

